Cruzamos a Cordilheira dos Andes a bordo da nova Amarok V6





Cruzamos a Cordilheira dos Andes a bordo da nova Amarok V6

Muita lama e infinitas horas de viagem marcaram o teste da nova Volkswagen Amarok

Fotos: Divulgação | Texto: Raphael Panaro | Adaptação web Renê Saba

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Antes de contar as histórias por trás dos três dias, 1.157 km, paisagens de tirar o fôlego (literalmente por causa da altitude), muita lama e infinitas horas de viagem, vale relembrar a biografia da Volkswagen Amarok no Brasil. A trajetória da picape sempre seguiu o lema de livro de auto-ajuda: um passo de cada vez. Desde a estreia em 2010 (em configuração única cabine dupla, motor 2.0 diesel de 163 cv e câmbio mecânico) até a mais nova atualização (o V6 3.0 que você vai ler nas próximas linhas), as mudanças foram feitas sem pressa e de acordo com a demanda.

A partir de 2012, as picapes médias passaram por uma grande transformação. Carregar o peso de um boi ou encarar o fora de estrada com competência não eram mais os únicos atributos valorizados. Era preciso dar conforto, oferecer interessantes itens de série e, de quebra, ter um design que alie robustez e estilo. Foi só em março daquele ano que a Amarok passou a ter câmbio automático de oito marchas. De lá para cá, a cada ano a picape ganhava novas atrações, como o 2.0 biturbodiesel de 180 cv, a versão de entrada com 140 cv (e não mais 122 cv), além da criação de versões especiais (Dark Label, Ultimate e Extreme) com bom nível de equipamentos e tiragem limitada.

ESPÍRITO AVENTUREIRO

O trajeto do test-drive foi raiz, como se diz por aí. Nada de caminho de sítio ou rampa de shopping. O ponto de partida era Salta, na norte da Argentina. Os mais 600 mil habitantes não deixaram o ar interiorano sair da cidade. A linda catedral, o museu e praça no centro eram as atrações. Já o destino estava a quase 600 km dali: San Pedro de Atacama, no Chile. De lá, retornar a Salta novamente. No espaço de três dias teve de tudo. No asfalto e nas incríveis retas a perder o horizonte de vista foi possível sentir os 225 cv do V6 3.0 turbodiesel em ação – 45 cv a mais que o 2.0 TDI. E, mesmo aos 4.832 metros de altitude, fôlego não faltou – só para os viajantes, claro.

Volkswagen Amarok V6

A força camufla o peso de 2.185 kg da picape. Não é à toa que o 0 a 100 km/h é na casa dos 8 s. – 0,1 a mais que o mais recente Honda Civic Si. As retomadas são igualmente robustas. A Volkswagen Amarok tem direção hidráulica. E um pequeno problema.
Um peso a mais em altas velocidades e um peso a menos em baixas daria uma maior confiança a quem vai ao volante. Fora esse pequena detalhe a Volkswagen Amarok mantém o handling próximo a de um carro de passeio – mesmo com 5,25 metros de comprimento. 

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