Honda City 2018 chega às lojas com mudanças no visual e sem ESP

O Honda City ganhou nova central multimídia, mas o modelo está sem os controles eletrônicos de tração e estabilidade

Fotos: Divulgação | Texto: Raphael Panaro | Adaptação web Renê Saba

Compartilhe esse conteúdo

O mercado de sedãs compactos premium, ou meio-médios, ou quase médios ou seja qual for o nome que você queira chamar, ganhou duas opções no último mês, o VW Virtus, que parte de R$ 59.990 e o Fiat Cronos, que começa com preço a partir de R$ 57.990. Entre os que flanavam sozinhos por essas bandas estão o Chevrolet Cobalt (a partir de R$ 66.590) e o Honda City (a partir de R$ 60.900), este último que não passava por um facelift há um bom tempo. E assim como fez quando viu o VW Polo tocar o solo brasileiro, a marca japonesa veio de carona na cauda do cometa e dividiu as atenções da dupla novata com este facelift no City.

Mas era só isso o que o comprador queria? Segundo a Honda, sim. A identificação imediata com a linha da marca e uma alusão ao Civic devem fazer o consumidor olhar com mais carinho para o carro que, entre os Honda nacionais só vendeu um pouco mais que o WR-V. Entre as mudanças mais drásticas, há uma nova dianteira. Na grade, em vez daquela grande barra cromada, que deixava o Honda City meio bicudo e com uma aparência estreita, há uma peça similar à do Civic que se junta aos faróis e vem mais rente à grade colméia.

Honda City

Seus faróis também mudaram, agora todas a versões vêm com um fliete de LEDs na parte inferior da peça e na versão EXL (R$ 83.400) avaliada aqui, tem também a iluminação feita por multiLEDs, de forma indireta. Na traseira, as luzes guia da EXL também ganharam essa tecnologia e se diferenciam das lanternas das versões DX (R$ 60.900), Personal (voltada ao público PCD, por R$ 68.700), LX (R$ 72.500) e EX (R$ 77.900). Suas rodas de 16” têm desenho exclusivo nesta opção e os para-choques foram remodelados na dianteira e na traseira.

Por dentro a única mudança perceptível está na central multimídia, disponível apenas na versão EXL. De fácil manuseio pelos botões na borda esquerda da peça – já pelo monitor tátil a vida não é assim tão simples – vem com capacidade de conexão com Android Auto e Apple Car Play. A versão mais cara também ganhou 6 airbags. De resto, nada mudou efetivamente. A não ser as duas conexões USB no porta-trecos do console central. E é aí que mora o perigo e o provável alvo das críticas. 

Honda City

Boa parte de quem esperava a linha 2018 do Honda City, sinceramente, apostava que ele viria com algo tecnológico a mais, além da trivialidade da central multimídia. Um controle de estabilidade era o mínimo, afinal, a concorrência que chega já vem equipada com ele desde as versões mais baratas. Segundo a Honda, o ESP não faz parte deste estágio de desenvolvimento do City e – ainda que o carro feito na Tailânidia, e vendido na Ásia tenha o equipamento. Com isso, mais a manutenção do motor 1.5 16V sem alterações significativas tem de ser bem conservador para apenas trocar um City 2016 por um 2018.

Pode ser que o carro tenha mais uma atualização até trocar de geração, e só aí ganhe itens mais tecnológicos. Mas, por ora, ele fica para trás dos concorrentes, que já se valem, entre outras coisas de motores eficientes e tecnologia de carros mais caros quanto à proteção ativa.

Honda City 2018 em números: 

Preço: R$ 83.400

Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cilindros, 1.5 flex

Potência: 116 cv a 6.000 rpm

Transmissão: Automático, CVT

Suspensão (D/T): McPherson / eixo de torção 

Freios (D/T): Discos ventilados / tambores

Rodas e pneus (D/T): 185/55 R16

Dimensões: 4,45 m (comprimento) / 2,60 m (entre-eixos) / 1,48 m (altura) / 1,59 m (largura)

Peso: 1.137 kg

Porta-malas: 536 litros

Tanque: 46 litros



Comentários