Hyundai Santa Fe: maior, mais bonito e exemplo para os SUVs da marca





Hyundai Santa Fe: maior, mais bonito e exemplo para os SUVs da marca

O primeiro SUV de uma safra que chega ao mercado renovada

Fotos: Divulgação | Texto: K.C Kolwell adaptação web Renê Saba

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Quando a quarta geração do Hyundai Santa Fe chegar às lojas, a marca estará bem avançada na renovação de sua linha de SUVs – ainda que isso possa trazer alguma confusão. O novo Santa Fe é, na prática, o substituto do antigo Santa Fe de cinco lugares. O atual Santa Fe de sete lugares continuará por mais um ano, rebatizado como Santa Fe XL até a chegada de um novo SUV de sete lugares com um novo nome em 2020. Junto com o Kona e o Nexo, haverá um novo Tucson e um crossover menor que o Kona em 2021. Se você ainda estiver contando, já deve ter notado que serão seis SUV renovados ou inéditos lançados pela Hyundai em três anos.

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Por ora o assunto é o novo Santa Fe, esperado para o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, e, considerando nossa avaliação da versão sul-coreana, a Hyundai está em um bom caminho. Para começar, o novo SUV parece mais crescido e bonito. O vidro traseiro é mais vertical, o que traz mais espaço para a versão de sete lugares e para o porta-malas. Com balanços mais curtos, entre-eixos e comprimento mais longo e pouco mais de largura que o atual Santa Fe de cinco lugares, o espaço interno também cresceu. A Hyundai melhorou a visibilidade ao empregar área envidraçada 41% maior que no antigo Santa Fe de cinco lugares para os mercados onde os clientes estão trocando seus sedãs por SUVs.

Hyundai Santa Fe

A Hyundai chama de cascata o design de sua nova grade. O design poligonal está disponível em acabamento preto ou brilhante, e o tema de design é transportado para o interior, onde ecoa em elementos como o padrão dos bancos e as telas de proteção dos alto falantes. É um toque de estilo interessante, que ajuda alguns componentes feitos de plástico ou com acabamento plástico, especialmente nas peças em que mal se toca na parte inferior do quadro de instrumentos. Uma coisa que não mudou é a fonte tipográfica que a Hyundai usa em seu câmbio automático, que nos remete à ridicularizada Comic Sans. Se isso não te incomoda, você vai adorar o layout simples do painel com uma tela de 7 polegadas para o sistema multimídia (que pode ter 8 polegadas, se você optar pelo sistema com GPS). Inicialmente achamos que os botões de volume e sintonia, posicionados nos cantos inferiores, ficariam distantes demais do alcance, mas eles podem ser manuseados facilmente dos bancos dianteiros.

Hyundai Santa Fe

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AS CORES DE CADA MODO

As versões básicas terão quadro de instrumentos com tela LCD de 3,5 polegadas entre o conta-giros e o velocímetro convencionais. Nas versões de topo, o conta-giros e o termômetro da fotos divulgação água do motor e o marcador do nível de combustível flanqueiam um quadro de instrumentos virtual de 7 polegadas. Dependendo do modo de rodagem, o display muda sua cor – azul para normal, vermelho para sport, verde para eco – e ele pode exibir uma leitura digital
ou uma projeção de um velocímetro de escala. A calibragem do acelerador e do câmbio mudam de acordo com os modos, embora não tenhamos achado motivos para sair do modo normal.

Em seu primeiro ano-modelo, o Hyundai Santa Fe virá com dois motores de quatro cilindros (o 2.4 de 190 cv e o 2.0 turbo de 240 cv já encontrados na linha atual da Hyundai) combinados a um novo câmbio de oito marchas projetado pela própria Hyundai. Todos terão tração integral. Sem pretensões esportivas, o Santa Fe deve fazer a aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 7 s.

A partir de 2020 o Hyundai Santa Fe irá oferecer um motor 2.2 diesel com turbo de geometria variável. A opção pelo motor diesel de 200 cv e 44,5 kgfm inclui uma terceira fileira de bancos. Os dois bancos tiram 30 dos 1.050 litros do porta malas, e 25 mm de espaço para as pernas no banco traseiro. A Hyundai admite que a terceira fileira de bancos do Santa Fe é algo para uso ocasional. A nova transmissão trabalha muito bem com o motor 2.2 turbodiesel avaliado, sem nunca trocar marchas a toa, embora tenha apresentado algumas arrancadas desajeitadas nos semáforos com o sistema start stop ativo. Bastou ajustar o uso do acelerador; problema resolvido.

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