Tiggo 2: o primogênito da Caoa e Chery é melhor do que se esperava





Tiggo 2: o primogênito da Caoa e Chery é melhor do que se esperava

Robustez, direção calibrada e bom câmbio são algumas características do utilitário

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto | Adaptação web Renê Saba

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O melhor de si, é o que você vai mostrar quando conhece alguém. Unhas aparadas, cabelo ajeitado, hálito refrescante. Conquistas têm disso. Pode ser que lá na frente você corte suas unhas no sofá e que não segure alguns gases. Assim, aproveite o momento.

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Com os negócios, também é assim. A Caoa, reconhecida pela agressividade ao promover os modelos que vende, assumiu o controle de 50% da operação brasileira da gigante chinesa Chery e criou uma nova marca, a Caoa-Chery. As pretensões do grupo são ousadas: a conquista de 5% do mercado brasileiro até 2022. E o primeiro passo para que os planos se concretizem é o carro que avaliamos – a segunda geração do Tiggo. 

Feito sobre a plataforma atualizada da família Celer, o Chery Tiggo 2 tem 4,20 m de comprimento e é 19 cm menor que o antecessor. Mas com entre-eixos 5 cm mais longo, ele parece mais um hatch elevado do que um SUV convencional, uma evidência de que a marca já sabe qual o caminho os SUVs compactos vão seguir. 

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AJUSTES

Chegar até aqui com o Chery Tiggo 2 foi trabalhoso. A Caoa atrasou o lançamento em 6 meses, para dar retoques e ajustes ?nais no carro antes de chegar às lojas. Um dos responsáveis pela lapidação é o presidente do novo grupo, o engenheiro Márcio Alfonso. “Recalibramos o motor para que o torque chegasse mais cedo, e também padronizamos os ajustes de montagem das peças”, disse.  

O trabalho no motor foi pontual. Os 14,9 mkgf do 1.5 16V chegam agora em 2.700 rpm, antes era só aos 4.000 rpm. Alfonso tem no currículo a participação no desenvolvimento e experimentação das duas primeiras gerações do Ford EcoSport e isso parece ter ajudado bastante por aqui.

Mas antes de guiar o Tiggo 2, vale falar sobre nossas impressões visuais. O Tiggo2 foi desenhado para ser menos bonachão do que sempre foi. A dianteira tem traços bem horizontais e nas laterais a linha ascendente de hatches médios. Na traseira, ele lembra o Celer hatch, um carro que, a depender das vendas, não deve ter vida longa na nova fase da marca, cuja tendência deve ser apostar a maior parte das ?chas nos SUVs. 

Avaliamos a versão ACT, de R$ 66.490, a mais completa frente a versão Look básica de R$ 59.990. Quer conferir a nossa avaliação completa do Chery Tiggo 2? Então garanta já a edição 124 da revista Car and Driver. Compre aqui.



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