Um carro de outro mundo: Tesla Roadster anda melhor na Terra do que em Marte





Um carro de outro mundo: Tesla Roadster anda melhor na Terra do que em Marte

O Tesla Roadster foi para o espaço em dois foguetes, mas era um foguetinho aqui na Terra

Fotos: Divulgação/Tesla | Texto: J. Meirers | Adaptação Renê Saba

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Um prenúncio de um futuro melhor? A reinvenção do carro esporte? Poucos carros foram devastados com mais elogios antes de alguém ter conseguido colocar as mãos no volante do que o roadster da Tesla, o primeiro carro da empreitada elétrica de Elon Musk. O veículo, que foi produzido entre 2008 e 2011 é um dos símbolos do lançamento do foguete Falcon Heavy, pela sua empresa a SpaceX, no dia 7 de fevereiro de 2018.

Baseado no Lotus Elise, um ícone do mundo dos esportivos e leves à combustão, ele não incomodaria quem já guiou uma das unidades inglesas. Você se instala quase ao nível da rua, desfrutando de uma visão clara das rodas e pneus surpreendentemente grandes ao seu redor. Seu painel é semelhante ao do Lotus Elise. Este fato, mais o design exterior, leva os leigos a acreditar que este Tesla é meramente um Elise eletrizado. 

Da posição de assento baixa a aceleração da Tesla parece ainda mais incrível. 0 a 100km/h em apenas 3,9 segundos. A corrida era acompanhada por um zumbido elétrico que não é deste mundo, talvez por isso, nesse momento ele já deva estar a caminho de Saturno. Para acompanhar esse carro nas faixas de velocidade média e baixa, você precisaria de máquinas muito poderosas. 

Nas ruas, não sentíamos, claro, a necessidade de baixar marcha para ganhar fôlego. Quando a Tesla encontrou uma maneira de colocar torque suficiente nas rodas para passar de 0 a 100 km/h em menos de 4 s com uma caixa de relação única, largou mão do câmbio de duas marchas, que se mostrou pouco confiável para tanto torque: eram 40,7 mkgf instantâneos. 

FALCÃO

Em estradas rústicas, o Tesla funcionava bem, mas sem brilho. Ele conseguia ocultar sua desfavorável distribuição de peso de 35% na dianteira e 65% na traseira. Fora isso a direção é precisa, e um efeito positivo da distribuição de peso é que você dificilmente observa que a Tesla está faltando em assistência. O controle de estabilidade não era oferecido, mas o controle de tração estava incluso, e o Tesla podia modular o torque do motor muito mais precisamente do que é possível
com um motor de combustão interna.

Embora este Tesla tivesse o poder de humilhar praticamente qualquer coisa em corridas de semáforo pela cidade, na auto-estrada, é a vez que os outros se tornam pares. A curva de torque do motor elétrico, mergulha uma vez que você ultrapassa 120 km/h, no entanto ele chegava aos 175 km/h com a facilidade do próprio Falcon Heavy. Nas primeiras impressões já ficava claro que havia ali um carro muito à frente de seu tempo, e que mesmo valendo mais de US$ 100 mil serviu bem aos que desembolsaram essa grana. Há alguns rodando pelos EUA, essencialemente, sem extrapolar os 160.000 km de vida útil do carro.

E há, claro, um que estará sempre na nossa mente quando olharmos para o céu por mais de dois ou três segundos imaginando onde é que ele foi parar...

RG DO TESLA ROADSTER

PREÇO EM 2008: US$ 100.000

VEÍCULO: cupê 2 portas, 2 passageiros, tração traseira, targa

MOTOR: elétrico, com 6.817 de células de íon lítio

POTÊNCIA: 288 cv

TORQUE: 40,7 mkgf

TRANSMISSÃO: conversor de torque, uma marcha

DIMENSÕES:

COMPRIMENTO 3,95 m
ENTRE-EIXOS 2,42 m
LARGURA 1,87 m
ALTURA 1,13 m
PESO: 1.305 kg



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