Testamos o i30 N, o primeiro 'hot hatch' da Hyundai

O Hyundai i30 N faz parte da gama de carros novos da marca, que ainda pretende lançar o Veloster N

Fotos: Divulgação/Hyundai | Texto: Mike Duff | Adaptação web Renê Saba

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Os presságios são bons para qualquer um que espera um hot hatch à moda antiga, um que não tenha trocado a empolgação por um excesso de refinamento que achata a personalidade do carro. Embora as emoções sejam básicas, o Hyundai i30 N também oferece um nível de ajustabilidade do usuário. Em seu volante há dois botões de seleção de modo. O da esquerda dá acesso aos modos Normal, Sport e Eco – este último certamente não será muito usado pelos proprietários de um hot hatch de 275 cv.

O botão da direita exibe o logo da divisão N e ativa o modo N, que é ultra-agressivo e voltado para uso em pista, e o modo Custom N, que pode ser configurado pelo motorista. Este útlimo permite que a tela do sistema multimídia seja usada para selecionar níveis diferentes de agressividade para a maioria dos sistemas dinâmicos do carro: mapeamento do motor (Normal, Sport e Sport +), sincronização de rotações em reduções de marcha (desligado, Normal, Sport e Sport +), amortecedores ajustáveis (Normal, Sport e Sport +), peso do volante (Normal, Sport e Sport +), e controle de estabilidade (Normal, Sport e off ).

Hyundai i30 N

Muitos dos equipamentos do Hyundai i30 N são os mesmos que irão equipar o Veloster N. Os dois carros novos da marca sul-coreana usam uma versão turbo do motor 2.0 do grupo, membro da família de motores Theta. Há duas potências disponíveis: o i30N básico, com 250 cv e o i30N Performance, com 275 cv e também com rodas de 19 polegadas, freios maiores e os já mencionados diferencial de controle eletrônico e sistema de escape ajustável.

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Embora o Hyundai i30 N não seja um dos carros novos mais rápidos neste segmento ágil, ele consegue uma pontuação alta no critério diversão-ao-volante, que é uma métrica melhor que décimos de segundo ou aceleração lateral em um carro desse tipo. O chassi oferece um grip respeitável, mesmo nas estradas oleosas da Inglaterra, onde o dirigimos, mas acima de tudo está o equilibrio entre a aderência gerada por cada eixo. A tração é sagaz e o diferencial de deslizamento limitado ajuda a dianteira a conter os sub-esterços de forma espirituosa.

O N é uma máquina despretensiosa para viajar de forma rápida e divertida, e nesse sentido ele é um reflexo perfeito dos valores modestos da marca. Na Europa, ele custa menos que o Golf GTI quatro-portas mais barato, apesar de oferecer mais desempenho. Tomara que o Veloster N demonstre o mesmo bom trabalho.

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