Volkswagen Jetta: finalmente o sedã entra no clube da plataforma MQB





Volkswagen Jetta: finalmente o sedã entra no clube da plataforma MQB

O Jetta cresceu e agora mede o mesmo que a quinta geração do Volkswagen Passat

Fotos: Divulgação | Texto: Jeff Sabatini

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Uma das grandes ironias de comprar um carro novo é que muitos deles não são realmente novos. As arquiteturas hoje usadas sob tantas camadas de verniz reluzente são projetadas para durar por anos e anos — às vezes décadas. Por isso, alguns carros anunciados como "totalmente novos" geralmente não são. Não é um julgamento de valor; há benefícios óbvios no que já foi testado e aprovado, especialmente quando se trata de reduzir custos para o fabricante, o que pode se traduzir em mais equipamentos e acessórios para o cliente. O que nos traz ao Volkswagen Jetta 2019, no qual a Volks combinou com habilidade sua melhor tecnologia de carros compactos a uma atualização muito bem-vinda ao seu sedã compacto, e que avaliamos nos EUA onde acaba de chegar. No Brasil, ele estreia nos próximos meses.

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MQB para mim e para você

A maior mudança no Jetta está na adoção da arquitetura MQB da VW, que estreou por aqui na sétima geração do Golf, em 2014, mas já era usada em outras partes do mundo antes disso. No design, não há como negar que ele parece um Virtusão, especialmente na traseira radicalmente parecida. Já a dianteira traz a nova identidade visual da marca, com grade gigante.

Quando a marca reprojetou o Volkswagen Jetta pela última vez, em 2011, ela rebaixou o posicionamento de preço do sedã pela eliminação extrema de equipamentos, chegando até mesmo a usar tambores de freio na traseira e um motor de 1993 nos modelos de entrada. Chamar estas medidas de estratégia seria bondade demais — eles depenaram mesmo. A Volkswagen gastou boa parte do ciclo de vida da sexta geração do Jetta desfazendo os danos. 

 

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Desta vez, contudo, a mudança para a MQB parece ter ajudado nesse aspecto, uma vez que há poucos indícios de medidas de redução de custo. O que ocorre é o contrário, uma vez que o sedã agora tem mais itens de série como os faróis de LED e um sistema multimídia muito melhor que o anterior, bem como opcionais de alto padrão, como o quadro de instrumentos Digital Cockpit, que substitui o conta-giros e o velocímetro por uma tela de 10,3 polegadas. O modelo R-Line, que traz vetorização de torque por aplicação dos freios, e o SEL Premium com bancos de couro sem dúvida irão aumentar os preços médios de compra da Volkswagen, melhorando a lucratividade de toda a linha.

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E o tamanho?

O Volkswagen Jetta 2019 é pouco maior que o modelo anterior, continuando uma tendência que viu o Jetta ficar do tamanho da quinta geração do Passat, produzida entre 1997 e 2005. Seu entre-eixos foi alongado em 3,3 cm para chegar aos 2,68 metros, o que ajudou o carro a manter suas proporções mesmo com o comprimento total chegando a 4,7 metros. Esse é o mesmo comprimento do Tiguan, outro filho da plataforma MQB com o qual o Jetta compartilha algo do design externo. O espaço interno aumentou somente na ficha técnica — o espaço para as pernas diminuiu e para a cabeça dos passageiros continua praticamente o mesmo. O porta-malas, contudo, encolheu de 453 litros para 396 litros. Os números são melhores quando se trata do peso; a Volkswagen declara menos de 1.300 kg tanto para o modelo manual quanto o automático, o que o torna mais leve que o antecessor.

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Sob o capô o novo Jetta usa o mesmo 1.4 turbo do modelo passado, embora as transmissões novas. O manual de seis marchas (que não será oferecido no Brasil) não parece uma opção barata como o cinco marchas que substitui. Todo o prazer de escolher suas próprias marchas está presente, com um acoplamento progressivo da embreagem e uma alavanca com peso adequado. O câmbio automático também foi atualizado, e agora tem oito marchas em vez de seis, ajudando a nova geração do Jetta a conseguir as mesmas médias de consumo com os dois tipos de câmbio: 12,7 km/l na cidade, 17 km/l na estrada e 14,5 km/l em percurso misto.

Embora o automático seja menos divertido por natureza, este novo câmbio faz as trocas de forma mais rápida e mais inteligente, e também oferece controle manual das marchas como nos demais Volkswagen, deslizando a alavanca para o lado e empurrando-a para a frente ou para trás.

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