Honda CR-V, Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox. Quem leva a melhor?





Honda CR-V, Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox. Quem leva a melhor?

O conforto aqui é apenas mais um item. Os três modelos entregam muito mais que isso. Quem vence?

Fotos: Bruno Guerreiro | Texto: Raphael Panaro | Adaptação web Renê Saba

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Além de espaçosos e com uma vasta lista de equipamentos, esses SUVs médios têm outro apelo: os motores turbinados. Vencedor do último comparativo entre utilitários desse porte, o Chevrolet Equinox e seus 2.0 de 262 cv tenta manter seu reinado e se apega ao espaço, desempenho e, principalmente, ao preço para encarar o status do recém-chegado Honda CR-V dotado do 1.5 turbo de 190 cv e o conjunto do novíssimo Volkswagen Tiguan AllSpace R-Line com motor de Golf GTi, o 2.0 de 220 cv. Bem-vindo à briga.

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Honda CR-V Touring

“Aposto que ele vai começar o texto do novo CR-V falando do preço”. Se você pensou isso, parabéns! Não tem como iniciar de outra forma. Ser americano, contar com motor turbo e plataforma da décima geração do Civic e ter o design remodelado podem ser algumas justificativas dos R$ 179.900 cobrados por aqui. Ah, mas o Volkswagen Tiguan AllSpace R-Line também custa isso, você pode exclamar. Sim, é verdade. Porém, o Honda é menor, anda menos e não incorpora tantas tecnologias quanto o VW – e o Chevrolet.

Contudo o Honda CR-V tem suas qualidades, claro. O acabamento é uma delas. Tirando os apliques de imitação de madeira nas portas e no painel, o interior é revestido de material emborrachado, couro nas portas e bancos, e detalhes prateados no volante, molduras das saídas de ar e puxadores. O espaço traseiro carrega três pessoas com certa facilidade e o porta-malas, de 522 litros, é menor que o de um Fiat Cronos, mas dá para levar toda a tralha da família. De dentro para fora, o SUV chama atenção.

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Os músculos torneados na carroceria se misturam aos modernos faróis e as arrojadas lanternas. As rodas de 18” são atrevidas também, assim como a dupla saída de escapamento na traseira para conotar esportividade(?). O CR-V, no entanto, não é o melhor exemplo de utilitário esportivo na concepção da expressão. O nome Touring traz junto o motor 1.5 turbo usado pelo Civic e sua recém-chegada variante Si. A potência fica entre os 173 cv do sedã e 208 cv da versão vitaminada. Porém, os 190 cv que poderiam dar alguma emoção ao utilitário são anestesiados pela transmissão CVT – mesmo assim o CR-V cravou 8,2 s no 0 a 100 km/h.

Chevrolet Equinox Premier

Na Car and Driver 119, o Equinox foi posto à prova contra Jeep Compass, Hyundai New Tucson e Peugeot 3008. Não teve para ninguém. A Chevrolet acertou em cheio. Aí o sarrafo aumentou. As novas gerações de Honda CR-V e Volkswagen Tiguan chegaram para contestar o resultado. Frente aos recentes rivais, o espaço interno e o desempenho se aliaram a um potente trunfo. O custo/benefício ainda o coloca em posição de brigar com o novíssimo Honda. Os R$ 155.990 pedidos são R$ 24 mil a menos frentes aos concorrentes. Quando colocado lado a lado com os novos CR-V e Tiguan AllSpace, o design não fica devendo e as dimensões o colocam na briga. Não falta espaço para quem vai atrás – são 2,66 metros de distância entre os eixos.

O interior do Chevrolet Equinox, por mais que refinado e com a escolha certa do tom e dos materiais, volante de Cruze e teto panorâmico fica a desejar no quesito modernidade em vista dos rivais com seus paineis de instrumentos hi-tech. Mesmo sem GPS integrado, a segunda geração da central multimídia My Link cumpre bem o papel com grafismos atuais e uma série de funções – duas USBs, conectividade com Android Auto e Apple Car Play.

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Comparado a Compass, New Tucson, 3008 e também ao CR-V, nenhum outro SUV dessa dimensão foi mais rápido como o Chevrolet Equinox. Os 262 cv extraídos do 2.0 turbinado movimentam com enorme facilidade seus quase 1.700 kg. O Equinox esconde o jogo até os 60 km/h – como você pode conferir na ficha de testes –, mas depois disso ele deixa aquele sorriso de canto de boca de quem vai ao volante.

VW Tiguan AllSpace R-Line

“Vai dar Tiguan”. A sentença proferida por Luciano, frentista do posto, enquanto dava aquele trato nos SUVs para a sessão fotos – dias antes de essas linhas serem escritas –, me obrigou a pensar e checar as notas deste comparativo inúmeras vezes. Será que Luciano entende mesmo das coisas? Presumi que o único contato do frentista com o novo utilitário da VW foi o visual. Luciano se impressionou com as bonitas rodas de 19”, os faróis full-LED e os parachoques tonificados com partes em preto brilhante. De fato, o utilitário de 4,70 metros de comprimento dotado do pacote estético R-Line é vistoso.

O que Luciano não deve saber é que o Volkswagen Tiguan é o primeiro passo de uma enxurrada de SUVs que a marca vai lançar até 2020. Nem que o utilitário vem do México só na configuração AllSpace, mais alongada. Muito menos que o carro é feito sobre a moderna plataforma MQB.

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Luciano nem entrou no carro para saber que os 2,79 m de entre-eixos – 8 e 13 cm maior que Equinox e CR-V, respectivamente – e o túnel central baixo concedem um bom espaço para os ocupantes traseiros, tanto para as pernas quanto para a cabeça. Luciano deveria ter aberto o porta-malas elétrico e visto que cabe muita coisa ali. São 686 litros (com a terceira fileira de bancos rebatida) – maior que o do Chevrolet (468 l) e do Honda (522 l). Luciano também não faz ideia que o Volkswagen Tiguan R-Line é vendido especificamente com sete lugares, mas que ele, mesmo no alto dos seus 1,70 m, não cabe na terceira fileira de bancos – e o acesso é ruim. Será que o frentista gente boa tem noção que a versão aqui testada é a R-Line, mais cara da gama, e custa R$ 179.990?

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