Volkswagen crava: voltará a ser líder no Brasil





Volkswagen crava: voltará a ser líder no Brasil

O desejo da marca passa pelo lançamento de cinco SUVs, novo Gol e carros elétricos

Fotos: Divulgação | Texto: Lucas Litvay | Adaptação web Renê Saba

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Enquanto você lê essa reportagem os altos executivos da Volkswagen estão reunidos em Wolfsburg e São Bernardo para decidir o futuro de seu mais renomado modelo no Brasil, o Volkswagen Gol. Dentro de três anos chega a nova geração do VW mais vendido na região – e que atualmente vive uma das suas piores fases desde seu lançamento em 1980 (antigo líder de vendas isolado, o Gol não aparece há três anos na lista dos 5 mais).

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Numa entrevista para poucos jornalistas brasileiros durante o Salão de Genebra (C/D inclusa) Stackmann, do Marketing global da VW, e seu correspondente na América do Sul, Thomas Owsianski, anteciparam que o próximo Volkswagen Gol não usará a plataforma MQB (presente hoje no Golf e Polo). “O motivo é simples, essa arquitetura é muito cara”, respondeu Owsianski, estimulando a minha pergunta: O Gol seguirá como modelo de entrada da VW no Brasil? Ele foi categórico: “Com certeza.” Em 2014 quando foi lançado no Brasil, o Up foi posicionado como o carro de entrada da marca – atualmente ele fica entre o Volkswagen Gol e Polo.

Número 1

O modo direto, sem disfarces – e de certo modo raro nesse tipo de conversa – se seguiu. Perguntado sobre a ofensiva tardia, mas forte, da Volkswagen no campo dos SUV, Thomas Owsianski foi direto ao ponto: “Queremos voltar a ser a número 1 em vendas no Brasil”. E prosseguiu: “Para isso teremos 20 lançamentos até 2020, sendo 5 deles SUVs.” Ele só não especificou quais. Mas aqui vai nossa aposta: T-Cross (baseado no Polo, estreia no Salão de São Paulo em novembro e vem para brigar com Creta, HR-V), Tharu (a ser produzido na Argentina tem a missão de atacar o Jeep Compass daqui dois anos), Tiguan (chega nesse mês nas versões de 5 e 7 lugares), Atlas Sport (feito nos EUA no estilo SUV-cupê) e Touareg (o topo de linha será vendido apenas sob encomenda por aqui).

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Com 20 novidades, Stackmann reforça que a estratégia da VW na região será diferente da das arquirrivais Fiat e General Motors, que nos últimos anos encolheram sua linha de produtos. “Nossa estratégia é diferente. E eu acho que no final vamos vencer.” Owsianski diz que o brasileiro é muito sensível à novidade. “Veja, por exemplo, as boas vendas do novo Polo e Virtus. Em 2017, as vendas na nossa região cresceram 25% e tivemos o melhor mês de março desde 2015. Nossa auto-estima está de volta. Nossos concessionários estão felizes com tantos lançamentos." Mas ele complementa que a estratégia da fábrica é simplificar a produção. “Quando se tem muita opção de versões de um mesmo carro acabamos dificultando a vida do consumidor, do revendedor e da linha de produção. Vamos aumentar a variedade de carros, mas vamos diminuir a quantidade de versões de cada um deles.”

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