Transição para o futuro: um artigo sobre a conectividade no automóvel





Transição para o futuro: um artigo sobre a conectividade no automóvel

Entenda mais sobre os prós e possíveis contras do uso da internet na direção

Fotos: Divulgação | Texto: Fernando Calmon, engenheiro e jornalista especializado | Adaptação Web: Rodrigo Sodré

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Conectividade, automação, compartilhamento e eletrificação são assuntos do momento e, como esperado, dominaram os trabalhos técnicos, conferências e debates no 26º Congresso SAE Brasil, em São Paulo, na segunda semana de novembro. Essas quatro vertentes estão em ebulição no mundo e provocam discussões algumas vezes acaloradas e inúmeras soluções alternativas. Tudo distribuído em 17 painéis e 151 relatórios, sendo 116 inéditos.

O tema central do congresso este ano foi “A mobilidade inteligente e a transição para o futuro”. A transição, realmente, é o que gera dúvidas. Uma das preocupações, externada por palestrantes, aponta para segurança dos dados em um mundo conectado. Ainda pairam desconfianças sobre a blindagem contra hackers ou, simplesmente, falhas tecnológicas.

A solução de veículos autônomos, por exemplo, pode passar por regiões segregadas de tráfego urbano ou rodoviário onde todos os veículos – não apenas alguns – teriam condições de trocar informações em tempo real e evitar muito provavelmente 100% dos acidentes.

Mais alguns avanços são necessários entre eles mapas digitais extremamente precisos e roteadores de tráfego de confiabilidade superior. Neste campo, aproxima-se uma batalha entre Google Maps e a Here (pertencente ao trio de ferro alemão Audi, BMW e Daimler). Até o momento Google e seu braço Waze conseguiram posição de destaque indiscutível no mundo. Mas já se notam falhas de rotas em ambas as plataformas, algumas mesmo inaceitáveis, que irritam e provocam atrasos desnecessários, quando se buscava exatamente o oposto. Nada como a boa e esperada concorrência para que todos ganhem.

Doug Patton, presidente da SAE International, admitiu a falta de um modelo pronto de compartilhamento de automóveis aplicável em todo o mundo, um ponto bastante relevante. Realidades e contrastes são tão diferentes até mesmo dentro de um país, como o Brasil, que é preciso relativizar a apontada “falta de interesse dos jovens pelos automóveis”. Em grandes cidades pode ocorrer graças às opções existentes, mas nas médias e pequenas o cenário indica ser outro.

Na exposição agregada ao Congresso, empresas tinham o que mostrar ou mesmo indicar tendências. A brasileira Moura, fabricante de baterias convencionais, tem projetos para as de íons de lítio, mas por enquanto visa apenas nichos de mercado em parceria com chineses. A Eaton exibiu sistema de redução de emissões evaporativas durante o abastecimento. Essa é uma fonte primária de formação de ozônio, porém implica modificações de projeto nos veículos que demandam tempo e aumento de custos. É um problema a equacionar no futuro breve, além de modifi cações tanto nos postos, como nas refi narias e nos caminhões-tanque.



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