Jaguar E-Pace: vocação urbana, estilo e comportamento dinâmico

O filhote da Jaguar quer ser adotado por você. Confira a nossa avaliação

Fotos: Divulgação | Texto: Luiz Guerrero | Adaptação web Renê Saba

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Córsega, a ilha do mediterrâneo administrada pelos franceses, não é destino comum para a maioria dos brasileiros que preferem a Europa a Miami. Mas deveria ser para quem é Viciado em Carro: as estradas são mais sinuosas que um prato de espaguete, os radares e o policiamento parecem ser escassos e o asfalto é liso. Fora isso, há grande variedade de boas cervejas locais, a comida é excelente, o sotaque das nativas (um francês com acento italiano) é tentador e a paisagem, deslumbrante. É na Córsega que acontece uma das etapas mais empolgantes do Mundial de Rali, o Rali das Dez Mil Curvas.

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Pois foi nesta ilha, também conhecida por ser terra natal de Napoleão Bonaparte, que a Jaguar lançou seu segundo SUV, o compacto E-Pace que chega ao Brasil nas versões de 249 e de 300 cv apenas a gasolina. Rodamos na versão mais forte com o pacote estético R-Dynamic: um carro de napoleônicos R$ 279 mil. Com 300 cv e 1.894 kg de peso, o Jaguar E-Pace acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 s, de acordo com medições da marca. Mas, como se verá, esportividade não se mede apenas em números.

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O Jaguar E-Pace foi anunciado como o primeiro Jaguar que só terá opção de motor quatro cilindros. O 2.0 da família Ingenium, o mesmo do Jaguar XE e do Range Rover Evoque. Auxiliado por turbo twin-scroll, de fluxo duplo, e dotado de comando variável, o motor é elástico e bem disposto com seus quase 41 mkgf de torque. Seria apenas mais um motor eficiente não estivesse associado ao câmbio automático de nove marchas com conversor de torque fornecido pela ZF – uma caixa que parece adivinhar as intenções do motorista, por mais perversas que sejam. Sim, você está certo: é o mesmo câmbio que equipa uma das versões da Fiat Toro, embora na picape não demonstre o mesmo brilho que mostrou no E-Pace.

Rápido nas passagens e, ao mesmo tempo com trocas suaves, o nove marchas nos convenceu que um dupla embreagem seria desnecessário no SUV. Como é padrão na maioria dos carros desta categoria, o Jaguar E-Pace conta com diferentes modos de condução selecionados eletronicamente. Mas nele as diferenças entre um modo e outro não são tão evidentes. Rodamos a maior parte do tempo no modo mais permissivo, o Dynamic, que, em tese, deveria tornar as respostas mais rápidas e colocar mais peso na direção. O que sentimos é que ainda assim faltou mais peso e precisão à direção auxiliada por sistema elétrico, especialmente nas tomadas de curvas mais rápidas. Em situações como essa, também deu para perceber que a suspensão foi calibrada para o rodar confortável, não para a esportividade.

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